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Desmistificação da língua de sinais


A Língua de Sinais não é universal, em cada país ela é representada de modo diferente, além de representar regionalismo, ou seja, dentro de um país, algumas características da língua pode se diferenciar.

Pelo fato das Línguas de Sinais serem “faladas”, sem registro escrito, existe muita dificuldade de se localizarem as origens das mesmas. Por se tratarem também de comunidades pequenas e não reunidas geograficamente, o que se conhece até hoje sobre os surdos e suas Línguas de Sinais ainda é pouco.

Muitas pessoas pensam que as línguas de sinais são como mímica, isto é, gestos imitativos que tentam reproduzir algumas das propriedades dos objetos a que fazem referência. No entanto, isto não é verdade. Ainda que alguns gestos sejam um tanto ou quanto imitativos (icônicos), isto não é aplicável a todos os gestos e, o mais importante, não basta imitar o movimento, a forma, ou qualquer outra propriedade de um objeto, para estar falando uma língua de sinais. Como nas línguas orais, os sinais são parte de um código, que, para ser eficaz, tem de ser compartilhado pela comunidade de falantes. Tanto é assim que, mesmo um sinal com algo de imitativo, como o sinal da LIBRAS, dificilmente é entendido por quem não é um falante da comunidade.

Os sinais das línguas espaço-visuais, como a LIBRAS, são como as palavras de línguas orais-auditivas, como o Português. Até existem algumas palavras de caráter um tanto ou quanto imitativo nas línguas orais, como as onomatopéias, assim como também existem, em línguas de espaço-visuais, sinais um tanto ou quanto semelhantes, em forma, àquilo que eles representam. A diferença talvez esteja no fato de que este fenômeno seja um pouco mais comum nas línguas de sinais. No entanto, as palavras do Português, em geral, não têm nada a ver com aquilo que elas representam, isto é, não há nenhuma razão para que a seqüência de sons da palavra árvore signifique o que ela representa, tanto que este conceito poderia ser representado por outra seqüência de sons qualquer, desde que o conhecimento da relação entre esses sons e o conceito fosse compartilhado pelos falantes.

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